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Prefiro a fúria dos "loucos" a hipocrisia dos "sãos"

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Jogo da Vida

Esqueça dos teus ais!
De que vale se queixar da barreira que nunca existiu?
Sente-se saudades do que ficou,
não dos beijos nunca trocados,
dos olhares sem cumplicidade,
das mãos nunca tocadas,
dos silêncios sem verdades.
As coisas se dão por mistérios e desigualdades.
O que se espera é o que não virá.
O que se quer não se conseguirá.
Pare! Volte duas casas,
vinte se for preciso.
Não é desistir dos sonhos,
mas conciliá-los com a realidade.

Carta da Musa ao Poeta

Então, o poeta pergunta: "O que é o amor?"
Mas, se o amor só existe porque existe o poeta!
O poeta está para o amor, assim como o amor está para a poesia e a poesia para a essência do viver.
Então, o poeta pergunta: 
"Se é que ele existe, 
o que é o amor?"
- Oras, poeta, se eu pudesse te responder não me valeria de palavras. 
As palavras se dissolvem como o sólido, no ar. 
As palavras tem o dom da dubiedade, 
tanto podem esclarecer como enganar. 
As palavras nem sempre expressam sentimentos, 
às vezes se sente uma coisa, 
se pensa outra, 
e se fala ainda outra. 
Te responderia com o meu corpo,
porque o amor só sobrevive na dialética dos corpos;
Te responderia dando espaço em minha vida,
porque o amor só se constrói ou se destrói na dialética da convivência diária;
Te responderia com os meus olhos, 
porque neles está a minha essência de vida; 
Te responderia com meus pensamentos, 
pois são neles que o poeta vive a versar. 
Mas, como entre nós só existe a distância, poeta, 
Só estas palavras poderei te dar. 




Em homenagem a Luis Carlos Ruas, O Índio.

Pindorama,
Quem te fez Brasil
Não sabe a força que tens.
Não sabe dos teus ais,
Não sabe da tua loucura
E a de teus pais.
Vives nas Ruas
Vendendo mascate,
Bebendo cachaça,
Fazendo biscate.
Corres com o vento
Foges do rapa,
Tropeças no ódio,
Pra vender seus piratas.
Hoje é a Brasil
Que defendes a vida.
Bandeirantes bandidos
Fascistas facínoras
Aos chutes e socos
Te arrancam as viceras.
Olhos omissos
De covardes perversos
Assistem felizes
À barbárie e a morte
De quem teve a coragem
Somente de amar
em tempos de trevas.