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Prefiro a fúria dos "loucos" a hipocrisia dos "sãos"

sábado, 16 de maio de 2015

Peluda ou Pelada? Ser livre é o que importa.

Outro dia uma amiga me perguntou o que eu achava de algumas movimentos feministas que defendem a manutenção dos pelos púbis, axilas e pernas.
Então, resolvi passar pela experiência de deixá-los crescerem à revelia. Curti muito a ideia e fazia questão de sair em mangas regatas pra exibi-los. A principio a família estranhou, o namorado que eu tinha à época estranhou muito e pediu "gentilmente e inúmeras vezes" até mandá-lo à merda, para q eu os removessem. Não por esse motivo, é claro, preferi seguir sozinha a minha jornada e terminei o namoro. Afinal se namoro fosse bom não se chamava compromisso.
As pessoas foram se acostumando até que deixaram de comentar. Outro dia olhei no espelho e percebi que havia me cansado deles, então parti para minha operação lâminas (não encaro cera quente nem a pau, muito masoquismo pro meu gosto). Me senti bem também assim lisinha. Daí, percebi que ter pelos ou não é um ato subjetivo assim como optar por usar calças ou saia, ter os cabelos curtos ou cumpridos. Não é a imposição de um padrão capitalista bancado pela indústria da estética, nem a moda e nem movimentos feministas que irão decidir sobre meus pelos. Não são a presença ou a ausência dos meus pelos que me farão menos ou mais feminista, mas sim minha luta pela causa. Até porque não participo de nenhum movimento feminista, pois considero minha militância também algo subjetivo. Me incomoda ter que seguir regras e aceitar todas as bandeira de um movimento. Minhas bandeiras eu as escolhos, e como disse ontem, em relação às bandeiras: prefiro ter minhas mãos livres pra hora da batalha.
Penso que meus pelos são parte do meu corpo e assim me pertencem e cabe a mim decidir tê-los ou não.
‪#‎MeusPelosMinhasRegras‬


domingo, 10 de maio de 2015

Celso Frateschi em Potestad no Sesc Pompéia

Hj fui agraciada pela minha queridíssima amiga Adriana Macedo com a peça Potestad com a interpretação verdadeira e emocionante de Celso Frateschi, direção de Pedro Mantovani e o texto muito bem construído Eduardo Pavlovsky partir de pequenas vivências cotidianas como num quebra cabeça, até a consolidação da tragédia. Nos faz pensar sobre esse ódio que se desengaveta na sociedade carregado de preconceitos e ignorâncias e por meio de mecanismo projeção, invertem valores, realidades e histórias. Nos faz pensar no mal, não como algo abstrato mas em sua contretude cotidiana nas relações que se potencializa em espasmos de intolerância e covardia, nas relações entre homens comuns, homens de bem, diante da dificuldade em lidar com o diferente e o novo, de se reconhecer e reconhecer o "outro" como seus igual, porém diferente.